Psicologia Positiva atrai interesse científico!

Segundo um estudo que se considera credível (Seligman), mais de 90% de pessoas consideradas felizes ultrapassam os 80 anos, enquanto menos de 34% de pessoas infelizes chegam a esta idade, já que, as pessoas felizes têm em comum, hábitos de vida mais saudáveis, pressão arterial mais baixa e sistema imunológico mais activo que as infelizes.

Ora bem, este é o tema central da Psicologia Positiva, a qual se caracteriza como um revolucionário movimento da actual psicologia. Ela ajuda a entender e a promover os sentimentos e as emoções positivas, a desenvolver a força e o vigor pessoal, os níveis sustentáveis de alegria, a gratificação e os significados autênticos nas nossas vidas.

A Psicologia Positiva não deve ser confundida com o que se escreve habitualmente na maioria dos livros de auto-ajuda existentes no mercado. Muitos deles são escritos por pessoas sem qualquer formação na área da psicologia e muito menos são cientistas que se debruçaram sobre aquilo que escrevem. Por outro lado, muitos autores de auto-ajuda limitam-se a debitar banalidades, ideias do senso comum e a repetir, por outras palavras, chavões que ajudam a vender os seus livros.

Os novos conhecimentos da Biologia Comportamental bem como da Psicologia Científica têm um papel importante no estudo da Psicologia Positiva.

Por exemplo, o investigador e biólogo comportamental Paul Martin, formado em Cambridge, autor de um dos melhores livros sobre a matéria, alerta para um facto nem sempre percebido: a felicidade reside na mente, sendo que as estruturas básicas da felicidade são moldadas pelas nossas experiências, atitudes e maneiras de pensar. Assim, a investigação científica nesta área sugere cada vez mais que a felicidade está mais próxima de uma competência que podes ser adquirida.